Quando São Bento introduziu em sua Regra a obrigação do trabalho, ele separou sensivelmente o monaquismo romano da tradição oriental. Não que os mosteiros orientais não consagrassem também ao trabalho a devida atenção – fizeram-no até em alta escala – mas foi somente com São Bento que o trabalho encontrou valor autônomo e verdadeira estima. Adaptando-se o trabalho organicamente à vida comum monástica, São Bento não só dotou sua obra de um elemento perdurável, mas beneficiou todo o Ocidente com uma escola de incentivo cultural mais intenso.

No âmbito das atividades monásticas o trabalho tornou-se a segunda obra, o segundo trabalho: “opus secundarium”, uma das obrigações monásticas, um serviço igualmente divino, ao lado do Opus Dei. “Ora et labora” exprime, em forma de slogan, a ideia que São Bento tinha do estado monástico.

As Monjas realizam ao longo do dia os trabalhos de confecção de paramentos, cartões e escrita artística, traduções, cerâmica, hospitalidade e os deveres comuns de casa. Com isso esperam viver com fidelidade o antigo lema beneditino de oração e trabalho, para que em tudo seja Deus glorificado.