BÍBLIA – Palavra de Deus na História de seu povo

“A Bíblia é o relato par excellence da experiência religiosa dos judeus,

uma experiência que permanece nova e, até mesmo, impactante,

quando em comparação aos mitos de outros livros antigos (...).

E embora a Bíblia seja corretamente considerada

o livro do mundo ocidental – seu documento de fundação –,

ela é, na verdade, uma coleção de livros, uma biblioteca variada

escrita quase inteiramente em hebraico, ao longo de mil anos”.

(Cahill, 1999, p. 18)

I – INTRODUÇÃO

 II – DESENVOLVIMENTO

1 – Os Patriarcas

2 – Nasce uma nação

3 – Moisés e o Êxodo

4 – As Alianças

II – CONCLUSÃO

III – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

 IV – E-REFERÊNCIAS

I – INTRODUÇÃO:

A unidade do povo hebreu tem sido mantida através dos tempos por uma visão de descendência de um antepassado único.

Este trabalho visou a ter uma visão de como se deu o conhecimento do povo de Israel diante da Palavra de Deus, durante a sua formação.

Foi feita uma pesquisa muito profunda a cerca d o assunto junto a Internet, a livros e a própria apostila do curso. Demandou horas até acharmos o artigo certo, a referencia exata e necessária para a efetivação do trabalho.

II – DESENVOLVIMENTO:

1 – Os Patriarcas

Abraão sai de Ur dos caldeus para Haram, um centro de povoamento amonita. Quando instalado aí, recebe o chamado de Deus. Tinha ele então, setenta e cinco anos quando partiu de Haram. “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te abençoarei, engrandecerei teu nome; sê uma bênção!” (Gn 12,1-2).

Começa aí o surgimento de um povo que terá como missão trazer a bênção de Deus para todas as nações da terra.

Abraão, primeiro dos patriarcas, estava unido a antiga cultura da Mesopotâmia no tempo do rei Hamurabi. Seguindo o apelo de Deus que o chamava, migrou para a terra de Canaã.

“Então, ‘Abraão foi’. – duas palavras mais ousadas de toda a literatura. Assinalam uma separação total de tudo o que aconteceu antes, na longa evolução da cultura e da sensibilidade. Da Suméria, repositório civilizado do previsível, parte um homem que não sabe aonde está indo, mas que segue para o ermo desconhecido sob a inspiração de seu deus. Da Mesopotâmia, terra de mercadores astutos e egocêntricos que usavam seus deuses para garantir prosperidade e privilégio, parte uma caravana rica sem nenhuma meta material. Da humanidade antiga, que, desde as origens obscuras de sua consciência, leu suas verdades eternas nas estrelas, parte um grupo que se orienta por uma bússola desconhecida. Da raça humana, que conhece na própria pele que todo esforço acaba na morte, parte um líder que diz ter recebido uma promessa impossível. Da imaginação mortal, parte o sonho de algo novo, algo melhor, algo ainda por acontecer, algo ...no futuro”. (Cahill, 1999, p. 75)

A promessa feita a Abraão tem inicio, com o nascimento de Isaac, filho da promessa. Um homem velho e uma mulher, além de idosa, estéril. “Nova ex veteris”, como diz o velho paradoxo latino: “O novo deve nascer do velho”, comenta Cahill.

Mas Abraão também teve um outro filho, segundo a carne. Ismael, seu e da escrava egípcia Agar, deste descendem os ismaelitas, que deu origem ao povo árabe.

É com Jacó, neto de Abraão, filho de Isaac, que se inicia, propriamente, o povo de Israel, pois é de sua descendência que surge as doze tribos.

Jacó/Israel não foi o último dos patriarcas, mas foi o último com que Deus falou, tão intimamente, que chegou a lutar.

É com José que se culmina a história dos patriarcas. Vendido como escravo por seus irmãos, José segue um caminho traçado por Deus, e tornar-se uma personalidade importante, ficando abaixo apenas do faraó, e durante um período de grande fome, Jacó e seus filhos são chamados a ir morar no Egito. “Vós planejastes fazer o mal contra mim. Deus, porém, converteu-o em bem: quis exaltar-me para dar vida a um povo numeroso, como hoje estais vendo” (Gn 50, 20), disse ele a seus irmãos.

2 – Nasce uma nação

Com a vinda de Jacó, seus filhos e familiares, para o Egito, mais uma etapa na história da salvação iniciada com Abraão.

No Egito, eles têm um grande crescimento, acabando por tornar-se quase uma nação, o que fez com que o faraó, que não conhecera a José, temesse que sendo eles, um povo tão numeroso, pudessem, numa guerra, aliar-se ao inimigo combatendo contra ele.

Inicia-se, então, um período de escravidão que irá durar mais de quatrocentos anos.

A história do povo de Israel é uma história religiosa em que todos os momentos decisivos são marcados por uma intervenção divina, onde os fatos são introduzidos, explicados e agrupados a fim de demonstrar uma tese religiosa: há um Deus que formou um povo e lhe deu um país. (Bíblia de Jerusalém, p. 29).

3 – Moisés e o Êxodo

Mesmo privado de sua liberdade, reduzido a escravidão, sendo obrigados a trabalhos forçados para a construção de cidades, o povo de Israel permanecia distinto e separado da sociedade egípcia em suas percepções religiosas. Eles não eram bem vindos e nem livres para partir.

“Em meio à humilhação e sofrimento surgiu dentre eles, um líder que se tornou o fundador da nação e da religião de Israel”. (Eban, 1971, p. 18).

Deus ouviu o clamor de seu povo e chama Moisés para ser o libertador.

“Eu vi a opressão de meu povo no Egito, ouvi o grito de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos” (Ex 3,7).

Moisés nasceu entre seu povo, mas foi criado e instruído em toda a sabedoria e ciência dos egípcios, era poderoso em suas palavras e obras. Ao tomar conhecimento de sua ascendência, e ao ver a perseguição que sofria seu povo, levou-o a uma fúria ardente e furiosa.

“Vai! Eu te envio ao faraó para que faças sair o meu povo do Egito” (Ex 3,10), diz o Senhor a Moisés, que depois de muita demanda junto ao faraó, resolve libertar os judeus. O êxodo não se tornou apenas uma libertação da escravidão, mas é o momento da autoconcepção de Israel, um momento constitutivo de um povo. Sempre quando as gerações posteriores se encontravam contra a perda de sua identidade ou erosão de seus valores, as vozes proféticas apelavam à lembrança unificadora e estimulante da saída do Egito.

4 – As Alianças 

A história de Israel é cheia de Alianças. Começou com Abraão, quando o chamou para torná-lo pai de uma grande nação, junto ao carvalho de Mambré. E Abraão creu.

Quando saíram do Egito, no monte Sinai, Deus deu a Moisés os Mandamentos que passariam a reger aquela nova nação.

Durante o período do exílio, Deus não os abandonou. Suscitou profetas, e os sacerdotes, procuraram manter a unidade da cultura e da fé das famílias exiladas, cultivando e refazendo a memória do passado como fundamento da identidade ameaçada pela dispersão.

III – CONCLUSÃO:

 

Segundo Beek, 1967, Israel foi o primeiro povo a ter sua história escrita, mas esta foi realizada apenas para que gravassem os grandes atos de misericórdia e salvação. E ela não foi só uma história de consolo, mas também de uma promessa para o futuro.

Cahill afirma que a historia que a Bíblia hebraica tem para contar é a história de uma consciência em desenvolvimento, uma consciência que atravessou muitos estágios de desenvolvimento e que como todas as coisas vivas, às vezes evolui lentamente e outras, em grandes ímpetos.

IV – Referência Bibliográfica:

- BEEK, M. A. História de Israel. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1967.

- CAHILL, T. A Dádiva dos Judeus. Rio de Janeiro: Editora Objetiva Ltda., 1999.

- EBAN, A. A História do Povo de Israel. Rio de Janeiro: Bloch Editores, 1971.

- RODRIGUES, E. (Org.) Caderno de Referência de Conteúdo do Curso de Introdução Geral à Bíblia e História de Israel. Batatais: Claretiano

- Bíblia de Jerusalém.

- Bíblia Sagrada

- Bíblia Sagrada – Edição da CNBB

E-Referências:

- www.pt.wikipedia.org/wiki/Israel - acessada em 23/09/2011;

- www.chabad.org.br/interativo/faq/terraIsrael.html - acessado em 23/09/2011

- www.leiturabiblica.com.br/index.php?menu=curiosidade&id=10 – acessado em 25/09/2011

- www,cristoaverdade.net/Cristo/index.php?option...id...israel – acessado em 25/09/2011

Ir Bernadette OSB Nov.2011