Mosteiro de Nossa Senhora das Graças


Um mosteiro define- se como “casa de oração”, “casa de Deus”, “Igreja que reza” ao Senhor, colocando diante dele na Liturgia o que diz respeito a cada pessoa e ao mundo.

O Mosteiro de Nossa Senhora das Graças vem cumprindo esta missão durante seus mais de sessenta anos de existência (12 de novembro de 1949), na cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, Brasil. Foi fundado pela Abadia de Santa Maria, de São Paulo, da Congregação Beneditina do Brasil, que, a pedido do Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, Dom Antonio dos Santos Cabral, enviou uma comunidade de doze monjas para aí iniciar a vida monástica beneditina, sendo Prioresa e depois Abadessa Madre Luzia Ribeiro de Oliveira. Clique para visualizar a foto O Mosteiro teve grande crescimento nas décadas de 50 e 60, alcançando o expressivo número de 72 membros, o que lhe permitiu atender à solicitação de outras fundações: a primeira – 1963 – em Olinda, Pernambuco, Mosteiro de Nossa Senhora do Monte, hoje Abadia. A segunda – 1973 – em Caxambu, Minas Gerais, Mosteiro de Maria Mãe do Cristo, hoje autônomo. A terceira – 1977 – em Salvador, Bahia, Mosteiro do Salvador, hoje Abadia. Nosso Mosteiro de Nossa Sra das Graças deu também uma ajuda ao Mosteiro de Nossa Senhora da Glória, Uberaba, Minas Gerais e ao Mosteiro da Virgem, Petrópolis, Rio de Janeiro, hoje Abadias incorporadas à Congregação Beneditina do Brasil.

Até 1982 foi Abadessa Madre Luzia Ribeiro de Oliveira, tendo como lema: Credidimus caritate. Sucedeu-a no cargo Madre Inês Cançado Bahia, cujo lema é: Magis prodesse; dirigindo a Comunidade até 2000. Sucedeu-lhe Madre Abadessa Estefânia Vieira, com o lema: Sicut ancila Domini. A atual Abadessa é Madre Maria Letícia, que tem por lema: Servire in læticia.

 

Desde o início, a comunidade tornou-se conhecida por seu empenho em viver a vida da Igreja ("Sentire cum Ecclesia"), seu amor à Liturgia, cuidadosamente preparada; pela fidelidade à Palavra de Deus (“ Secundum Verbum ” é o lema do Mosteiro), na prática da Lectio divina, iluminada pelos Padres e o Magistério da Igreja; pelo estudo aprofundado da Regra de São Bento, enfim, todos esses valores coroados pelo louvor divino do Ofício Divino, a que São Bento recomendou que "nada se anteponha". A característica própria que marcou o Mosteiro de Nossa Senhora das Graças, solicitado pelos apelos da Igreja local, é a do acolhimento a todos que o procuram. Proporciona-lhes hospitalidade e atendimento (espiritual e material), sobretudo aos moradores da redondeza.

Além do atendimento aos menos favorecidos, atendidos através de um Pavilhão de Assistência Social, com o auxílio de voluntárias amigas do Mosteiro, este dá atendimento pessoal na portaria e nos parlatórios.

Com seus mais de sessenta anos de existência, o Mosteiro continua fortemente inserido na Igreja local de Belo Horizonte.

Situado no alto de um morro, cuja encosta é arborizada, o projeto realizado no início dos anos 50, tendo como arquiteto Dr. Francisco Bolonha, do Rio de Janeiro. Clique para visualizar a foto

 

No decorrer desses anos a comunidade assumiu sua manutenção, com as traduções de livros e artigos, imprimindo desenhos de seu atelier de arte, mantendo a confecção de paramentos litúrgicos. São trabalhos que vêm sendo feitos sem interrupção até os nossos dias.

Fiéis ao passado, as monjas entregam ao Senhor o seu presente e o seu futuro. A Ele sejam dadas desde hoje o louvor, a honra e a glória para sempre.